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01/05
9h – Missa do Trabalhador
11/05
12h – Missa do Dia Nacional da ComunicaÁ„o Social
17h – Missa da Renovação Carismática
12/05
Dia das Mães
17/05
Apresentação do Coral Americano “Capella” após a missa das 12h
19/05
15h – Missa de Pentecostes
26/05
11h – Missa de Nossa Senhora de Guadalupe
30/05
9h – Missa de Corpus Christi
Casamento na Catedral – Reportagens
Matéria no UOL sobre os casamentos na Catedral: [link]
em 11.05.13 em Sem categoria
Por Domingos Zamagna
Costumo dizer para meus alunos universitários que se quiserem conhecer alguns dos verdadeiros problemas do nosso País, basta fazer o levantamento dos temas sobre os quais se calam algumas confissões religiosas. Pode parecer crítica exacerbada, mas, sem querer promover reducionismos, de uma religião não ociosa temos o direito de esperar a canalização de suas energias para o debate e as proposições que ajudem a solucionar os substanciais problemas de um povo. Não como se a religião devesse substituir universidades, sindicatos, partidos políticos, associações de classes etc. mas ela não pode ser omissa sobre nenhum problema que interesse ao desenvolvimento integral da nação, desde que reflita e trabalhe sempre à luz da fé na Palavra de Deus, da justiça e do amor.
Muitas vezes, quando sintonizamos vários programas de televisão ou de rádio, temos a impressão de que alguns líderes religiosos estão falando para outros planetas, para um mundo do faz de conta. Ora, se for para eles reproduzirem o marasmo, a incompetência, o desperdício e o deboche da maioria dos políticos, seria melhor que eles nem sequer existissem. Mas já que existem, que pelo menos façam severa autocrítica, e se transformem para melhor. Tal como alguns partidos políticos, nem toda religião está à altura de prestar um serviço de valor ao povo.
Em caso de erro, a religião deve ser humilde e pedir perdão. Podemos falar desse modo: primeiro, porque a Igreja Católica reconhece seus erros e pede perdão (o Papa João Paulo II pediu perdão 92 vezes); segundo, porque do púlpito desta Catedral, de suas escadarias e sob sua influência religiosa, ecoaram algumas das mais necessárias, significativas e históricas palavras e ações em favor da justiça, da solidariedade e da paz para São Paulo e o Brasil.
Ao ler o primeiro livro sobre o cardeal Jorge Bergoglio – hoje Papa Francisco, líder de 1,2 bilhão de católicos – publicado no Brasil (Sobre o Céu e a Terra. Ed. Paralela/Schwarcz, original argentino de 2010), constato, com grande satisfação, que o ideário cultural, teológico e pastoral deste religioso é de grande envergadura. Ele trata de assuntos realmente importantes, tais como a política, pobreza, relações internacionais, poder, ciência. Não evita temas polêmicos, por exemplo: aborto, eutanásia, união civil entre pessoas do mesmo sexo. E não se omite em abordar aspectos fundamentais da natureza humana: o mal, a culpa, a velhice, a morte, valores, família, afetividade, ideologias, solidariedade etc.
Este livro, porém, não contém somente as ideias do cardeal. Ele traz também o pensamento de outro líder religioso, o rabino-mor de Buenos Aires, Abraham Skorka, quinze anos mais jovem que o Papa. Ambos tiveram, antes de seus estudos teológicos, formação científica e filosófica. Certamente esse lastro cultural os ajudou a desenvolverem raciocínios vigorosos, realísticos e ao mesmo tempo respeitosos para com o leitor, dentro de uma pluralidade de mundivisões.
O que é mais importante: não se trata de pensamentos apenas paralelos. Um dos valores da obra está no seu caráter dialógico. O arcebispo e o rabino – incrivelmente livres dentro de seus universos sócio-religiosos – realmente se mostram amantes e praticantes do diálogo. Mantendo-se cada qual muito cristalino em suas convicções (aliás condição básica para um verdadeiro diálogo) e porque sabem demolir as barreiras e contornar as resistências provindas do pré-julgamento, atingem as similitudes que os tornam amigos e irmãos.
Um maravilhoso testemunho da cultura do encontro! Este é o espaço que as religiões deveriam criar, alimentar, amadurecer e fruir. É fácil perceber que nosso País só poderia crescer com iniciativas semelhantes. Mais do que competição entre si, a cultura do encontro pode ajudar os povos a superarem divergências históricas, vaidades comezinhas, intolerâncias, inoperâncias.
Somente o diálogo promove o conhecimento, o conhecimento conduz à aproximação, ao afeto, à amizade, à fraternidade. E tudo isso se torna um convite à ação benfazeja, ao trabalho sem dispersão de esforços, à missão de testemunhar os valores testados e aprovados, embora sempre historicamente corrigidos e aprimorados, pelas milenares tradições do judeo-cristianismo.
Redação e Radio Vaticano
Todos os cristãos têm o dever de transmitir a fé com coragem. Esta é a exortação que o papa Francisco fez na Missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta, dia 1º de maio, com a participação de Guardas Suíços. Concelebrou com o Pontífice o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli.
O Papa dedicou sua homilia ao tema da coragem no anúncio do Evangelho. Todos os cristãos que recebem a fé devem transmiti-la, proclamá-la com a vida e com a palavra.
Francisco contou um episódio de sua infância, de como a fé foi transmitida através de sua avó, quando o levava a participar da procissão da Sexta-Feira Santa e lhe dizia: “Jesus está morto, mas amanhã ressuscitará”.
“A fé entrou assim: a fé em Cristo morto e ressuscitado. Na história da Igreja, muitos tentaram encobrir esta certeza, falando de uma ressurreição espiritual. Não, Cristo está vivo!”, afirmou.
O Pontífice recordou que na Bíblia lemos que Abraão e Moisés têm a coragem de “negociar com o Senhor”. Uma coragem em favor dos outros, em favor da Igreja, que é necessária ainda hoje:
“Quando a Igreja perde a coragem, entra na Igreja uma atmosfera morna. Os cristãos mornos, sem coragem… Isso prejudica a Igreja, começam os problemas entre nós; não temos horizontes, não temos coragem, nem a coragem da oração ao céu nem a coragem de anunciar o Evangelho. Somos mornos…E não temos a coragem de enfrentar nossos ciúmes, nossas invejas, o carreirismo, de avançar egoisticamente… a Igreja deve ser corajosa!”
Lendo o artigo de Ángela Cabrera, mdr. na Revista Ave Maria (abril/2013), encontrei um artigo super interessante sobre Maria, a mãe de Jesus e nossa que gostei muito e passo para você, caro leitor, pois vale a pena ler.
No Evangelho de Lucas, a alegria é um tema fundamental. Já no primeiro capítulo, narra-se o contentamento de Zacarias ao saber do nascimento de João Batista (Lc 1,14). No entanto, é no versículo “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28) que encontramos o sentido pleno de “alegria”.
Na raiz grega da palavra, chaíro, pode-se traduzir o cumprimento “ave” como “Alegra-te”. Por meio dessa saudação, o Mensageiro do Senhor introduz seu diálogo com Maria. O significado dessa alegria está diretamente relacionado à sua causa; trata-se do deleite de participar do projeto de Deus. É uma alegria que está acima das emoções, sentimentos e conflitos corriqueiros.
Maria terá momentos de tristeza, preocupações, dúvidas, até mesmo “uma espada atravessará seu coração” por conta da opção que fez e da vocação que acolheu. Mas a sua satisfação, no âmbito das bem-aventuranças, permanecerá imutável, porque tem consciência de sua comunhão com Deus. Maria alegra-se em Deus; o entusiasmo brota da sua fé, fruto do Espírito e do testemunho da grandeza de Deus, agindo na pequenez humana (Fil 1,25; Rm 15,13; Gal 5,22).
O Mensageiro, após a saudação, dirige-se a ela com a expressão “cheia de graça”, ou seja: cheia de cháris, um favor concedido gratuitamente, um dom outorgado por benevolência. A tradução grega apresenta-nos a palavra no particípio, sugerindo que a cháris opera em Maria continuamente. Ela não somente permite a ação divina como também colabora.
Embora não tenham sido os atributos marianos que a fizeram merecedora de tal graça, mas sim o olhar de Deus sobre sua pessoa, a humildade de Maria foi uma das condições prévias para o despertar do cháris perante o olhar divino. Esse favor recebido, proveniente de um único doador, refere-se à força que emana do Espírito para acompanha-la na missão que assume. Devido à graça concedida, Maria pode contemplar os mistérios de Deus. Isso a impulsiona a correr até a casa de Isabel e compartilhar as maravilhas que ultrapassam o intelecto humano. A alegria mariana converte-se em ambiente teológico, vivenciado até mesmo pelo filho da sua prima, que estremece no ventre de sua mãe (Lc 1,44).
No entanto, o mais importante da frase que dá título a este artigo é o objeto de tal alegria: “O Senhor é contigo”.Na análise gramatical e teológica, a oração comunica que o Senhor teve a iniciativa de compartilhar com Maria uma experiência salvadora: “permaneceram juntos”, “esteve junto a ela”, “ao seu lado”, “em uma relação de proximidade”. O tempo de Jesus será o tempo dessa alegria profunda, que é obedecer a vontade de Deus. Esse é o fundamento que marcará, dali em diante, a origem da alegria cristã. A tradição paulina bem recomenda: “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar” (ITess 5,16).
Maria, por meio da sua humildade, nos evangeliza, especialmente em tempos nos quais a vaidade e a arrogância são vistas com olhos complacentes. Nossa Mãe nos dá exemplo de personalidade e maturidade na fé, mas ao mesmo tempo, nos aponta o caminho para andarmos sem invadir o espaço de Deus.
Caríssimos leitores, rezemos bastante neste mês de Maria para que Nossa Senhora nos ajude a viver esta alegria de podermos compreender seu SIM em fazer sempre a vontade de Deus. Que Deus abençoe a todos.
Côn.Walter Caldeira
Cura da Catedral
 Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, enviou mensagem aos párocos da arquidiocese, destacando a importância de duas coletas que serão realizadas neste mês de maio e, têm como foco a Rádio 9 de Julho e a Jornada Mundial da Juventude.
A coleta para a Rádio acontece todos os anos, durante o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que é celebrado no dia da Ascenção do Senhor, este ano em 12 de maio. O tema do Dia Mundial das Comunicações é “Redes Sociais: portais de verdade e de fé, novos espaços de evangelização”, anunciado pelo papa emérito Bento 16.
Na mensagem o Cardeal pede empenho “e estímulo para que o povo ajude generosamente a manter no ar a Rádio 9 de Julho – Católica, um meio importante para fazermos ouvir a voz da Igreja Católica na Metrópole. Com o fruto da coleta, a Arquidiocese consegue cobrir parte das despesas anuais da nossa Rádio, que no ano passado se manteve entre as cinco emissoras AM mais ouvidas da cidade”.
A outra coleta refere-se a JMJ e foi decidida pelos bispos durante a 51ª Assembleia Geral, que foi realizada em Aparecida, de 10 a 19 de abril. Esta coleta deverá ser realizada no dia 26 de maio, Domingo da Santíssima Trindade.
“Será um gesto de comunhão e partilha das Igrejas do Brasil para a realização da JMJ. Já fizemos a ação para ajudar nossa Arquidiocese (Paróquias e Regiões) a enfrentarem as despesas da Semana Missionária e da JMJ; agora somos convidados a fazer um gesto generoso para ajudar a Arquidiocese do Rio de Janeiro a enfrentar os imensos encargos necessários para a realização desse evento mundial da Juventude, no qual também receberemos com alegria o papa Francisco. Peço, portanto, também aqui o seu empenho para convidar o povo a apoiar de modo generoso esse evento marcante para a juventude”, escreve no comunicado.
Ao encerrar a mensagem, o Arcebispo, destacou que possa ocorrer estranheza por parte dos padres, porém afirma que este ano é especial para a Igreja e os motivos são especiais.
Por Pe. Luiz E. Baronto
Neste mês celebraremos a Solenidade da Ascensão do Senhor aos céus. Jesus, voltando para o Pai, eleva nossa condição humana à dignidade de participar da glória do céu. Já nos dizia São Leão Magno: “o mistério da ascensão de nosso Salvador, a nossa humilhada natureza foi arrebatada acima de todas as obras da criação, até assentar-se junto de Deus Pai. Por ora, temos o encargo de dar testemunho do seu evangelho com a palavra e com a vida” (Homilia da Ascensão).
Mas há algo que gostaria também de meditar com nossos leitores da “Voz da Catedral”. Esta celebração encerra uma parte do Tempo Pascal e abre a semana de preparação para outra Solenidade, a de Pentecostes. Um gesto significativo que se fará por ocasião da Ascensão é aquele de apagar o Círio Pascal logo após a leitura do Evangelho. Mas o que isso significará? De alguma forma a Ascensão que celebra a volta de Jesus para o Pai, recordará o último mistério do Verbo Encarnado. O Verbo de Deus que havia assumido a condição humana, agora “desaparece” aos nossos olhos e volta para o seio da Trindade e como está dito no Creio: encontra-se “sentado à direita de Deus Pai”.
Outra coisa interessante a ser destacada: Jesus volta para o Pai, mas ao mesmo tempo, permanece conosco. Como pode? Lembremo-nos que o próprio Jesus garantiu que estaria conosco até o fim dos tempos, e portanto, Ele mesmo enviará o Espírito Santo e esse mesmo Espírito, invocado pela Igreja, tornará muitos sinais, sacramentos de Cristo, ou seja, sinais sensíveis de sua presença invisível. Por isso mesmo, a Igreja realizando a ação de graças, implora ao Pai sobre os dons do Pão e do Vinho que Ele envie o Espírito Santo para que eles se transformem em pão e vinho eucarísticos. E tudo isso para que “comendo deste pão e bebendo deste cálice” possamos nos tornar um só Corpo e um só Espírito.
Além deste sinal, Cristo estará e continuará presente em sua Igreja, no sinal da assembleia reunida em seu nome para realizar o louvor ao Pai e sua própria santificação. Jesus também prometeu que onde dois ou mais estivessem reunidos em seu nome que Ele estaria presente. Essa é mais uma garantia dada pelo próprio Jesus e que nos leva a reconhecê-lo também neste sinal.
Ainda, na mesma celebração, Cristo se faz presente em sua Palavra, especialmente no Evangelho, pois quando se leem as Sagradas Escrituras na Missa é o próprio Cristo que as proclama. Essa realidade sacramental da Palavra foi aprofundada nos últimos tempos pelo Papa Bento XVI quando escreveu a Verbum Domini. Texto que vale a pena ser retomado e lido.
E os sinais da presença real do Senhor ainda não se esgotam nos anteriores. Para a Liturgia, aquele que está exercendo o ministério da presidência da celebração age também em nome de Cristo-Cabeça. Por isso mesmo, também Ele é um sinal visível do Senhor entre nós que preside a Ceia e parte o pão para seu povo.
Vejam, queridos leitores, de fato, O Senhor subiu aos céus mas isso não significou seu afastamento. Ele mesmo desejou estar conosco e graças à ação e o poder do Espírito Santo que age na Igreja e pela Igreja, é possível entrar em comunhão com Cristo e o mistério de sua Páscoa por esses e tantos outros sinais que a Igreja conserva e Deus oferece a cada vez que nos reunimos para celebrar.
Cabe a cada um de nós, pela fé, permitir que o Senhor se nos revele por meio destes sinais para que assim possamos, dia após dia, nos deixar guiar na direção dos seus passos iluminados sempre por sua presença no meio de nós, até que Ele volte a segunda vez. Rezemos pela Unidade das Igrejas.
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